Cibersegurança é um dos maiores desafios da implementação de edge computing nas indústrias

A abordagem de rede pode trazer vários benefícios, mas precisa dos parceiros certos para ser usada da forma correta.

Por: Gabriela Pederneiras Exclusiva 20/06/2022
A adaptação das indústrias ao conceito 4.0 demanda uma conexão rápida, segura e consistente. Tecnologias como Internet das Coisas e Machine Learning, que ajudam a otimizar e automatizar os processos fabris, dependem de sensores que enviem dados para softwares de análise de dados, que por sua vez “devolvem” a informação de qual ação deve ser executada. 

Com a abordagem de rede normal, esse processo tende a ser mais lento. Isso porque, os dados teriam que “viajar” da sua fonte até um data center, para então serem processados e fazerem o caminho de volta. 

Para agilizar o processo e tornar a tecnologia, verdadeiramente, em tempo real, a abordagem mais indicada é a de edge computing. Chamado de computação de borda, em português, o conceito prevê que a infraestrutura de processamento de dados seja descentralizada e esteja próxima da fonte das informações. 

Dessa forma, a inteligência fica perto das fábricas, diminuindo o tempo de resposta dos maquinários e softwares.

Desafios da edge computing nas indústrias

De acordo com dados do relatório “Succeeding at Digital First Connected Operations” — desenvolvido pela Schneider Electric, líder global em transformação digital, gerenciamento e automação de energia, em parceria com a consultoria IDC, 50%  das empresas globais têm a cibersegurança como prioridade de investimento.

Quando se fala em edge computing aplicado nas indústrias, a segurança precisa mesmo estar entre as prioridades. Por ser uma abordagem de rede descentralizada, a edge pode ficar mais vulnerável a ataques se não planejada da forma correta. 

Outro ponto importante para garantir a segurança com a edge é a conectividade e latência. De acordo com o estudo, “32% das empresas globais já experimentaram, em algum momento, uma falta de conectividade ou conectividade lenta com suas implantações de edge.  Além disso, 31% já sofreram com uma falha de energia elétrica ou oscilação de energia com duração superior a 60 segundos.”


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Falhas como essas prejudicam as operações das indústrias e as deixam mais vulneráveis. Por conta disso, o relatório aponta que a prioridade dos líderes deveria ser a construção de uma infraestrutura de edge eficiente, com baixa latência, redundância, conectada à nuvem e com segurança de ponta a ponta. 

Ao tomar esses cuidados, os industriais podem aproveitar melhor a tecnologia, sem se preocupar com quedas que gerem instabilidade à produção. O relatório aponta como solução contar com parceiros confiáveis para implementação dessa abordagem de rede. 

Dessa forma, é garantido que a infraestrutura será assistida por uma rede de profissionais, o que dá segurança aos industriais para se preocuparem apenas com seu core business, deixando a conectividade a cargo de empresas especializadas. 

*O conteúdo e a opinião expressa neste artigo não representam a opinião do Grupo CIMM e são de responsabilidade do autor.

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Gabriela Pederneiras

Jornalista e Redatora Especial CIMM e Ind. 4.0.