Gerenciamento de Ferramentas pode diminuir custos e aumentar produtividade das fábricas

Saiba a importância e como começar a pensar em uma estrutura de Gerenciamento de Ferramentas.

Por: Gabriela Pederneiras* 05/07/2021

As indústrias estão, cada vez mais, focadas em aumentar a produtividade. Para se manterem competitivas no mercado de hoje, é preciso que reduzam os gastos e aumentem os ganhos — o famoso fazer mais com menos. Isso só é possível por conta das tecnologias empregadas nos processos industriais de manufatura. E no gerenciamento das ferramentas, não pode ser diferente.

As ferramentas de corte são a base de qualquer produção que tem a usinagem como um processo relevante na fabricação de suas peças. Seu gerenciamento deve começar ainda no planejamento da produção: Quais ferramentas as máquinas necessitarão? Com qual frequência elas serão usadas? Qual o seu tempo médio de vida útil? Quais os parâmetros de usinagem adequados? Quantas equipes precisarão dessas ferramentas? Quem terá acesso a elas? Como serão organizadas?

Essas são apenas algumas perguntas que os responsáveis pela produção precisam se fazer para garantir que as máquinas terão acesso a tudo que precisam para produzir de forma plena, evitar tempo parado e gastos desnecessários.

Apesar da importância do Gerenciamento De Ferramentas, o setor é um dos últimos a receberem  investimento para adoção de soluções de TI que ajudem sua automatização, de acordo com um texto adaptado do livro Tool Management Strategies, de Martin Plute.

Como fazer o gerenciamento eficaz de ferramentas?

De acordo com um artigo assinado por Onorival dos Santos, na época, Gerente de Operações, e José Luiz Polis, Supervisor de unidades de serviço da Sandvik Tool Services, o gerenciamento de ferramentas engloba desde o planejamento da produção até o descarte das ferramentas.


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Com o planejamento de quais ferramentas serão necessárias à mão, é preciso ter um controle de onde o objeto é guardado, quem está usando, quando foi devolvido, qual seu estado, se é preciso substituição, quais serão descartados e como. Fazer esse controle ajuda a otimizar o tempo de vida útil das ferramentas, chegando a proporcionar 20% da redução de compras — o número se faz relevante se levarmos em consideração que  a aquisição de ferramentas representa cerca de 3% a 5% do custo total da fabricação. 

“Embora o controle preciso dos gastos e consumo de ferramentas seja de extrema importância para o controle dos custos, a atuação de um gerenciador de ferramentas não se limita apenas a fazer um controle sobre esses dados, pois ao atuar com um time especializado, o objetivo é focar o processo de usinagem como um todo, envolvendo todas as variáveis possíveis pertinentes ao processo de fabricação, como por exemplo, a redução do tempo de setup de máquinas, aumento da produtividade, implantação de novas tecnologias ao processo, suporte ao cliente no desenvolvimento de novos produtos, atuação imediata na solução de problemas, treinamento para o pessoal envolvido na cadeia produtiva, enfim, todo o trabalho é orientado para a redução de custos e desperdícios”, complementam Onorival dos Santos e José Luiz Polis.

Todo esse controle pode ser feito com ajuda da tecnologia. Mas, os autores defendem que, além dela, é preciso que as fábricas tenham uma filosofia de Gerenciamento de Ferramentas. Assim, todos terão comprometimento em cuidar dos equipamentos e sinalizar como eles podem ser mais eficientes.  

Essa comunicação entre chão-de-fábrica e os gestores das ferramentas é essencial para aumentar a produtividade e eficiência. 

Como fazer a gestão de ferramentas?

Ao entender a importância desse processo e instaurar a filosofia organizacional e operacional de Gerenciamento de Ferramentas das fábricas, os responsáveis precisam ir atrás de ferramentas que otimizem e facilitem o trabalho.

No Brasil, ainda são poucas as empresas que oferecem softwares especializados para  gestão de ferramentas, mas, para suprir essa necessidade,  alguns fornecedores desses componentes passaram a oferecer a tecnologia como forma de fidelização e diversificação do portfólio de serviços.

Enquanto as indústrias não têm orçamento - ou maturidade - para realizar investimento em uma tecnologia dessas, acabam utilizando planilhas para ter um controle mínimo das necessidades, uso e descarte dos ferramentais.

Investir no Gerenciamento de Ferramentas é uma forma relativamente simples de se posicionar à frente dos concorrentes, uma vez que o trabalho aumenta a produtividade da empresa, ajuda na economia de recursos e possibilita, o famoso, fazer mais com menos. 

* Especial para AdeptMec

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Gabriela Pederneiras*

Redatora/Jornalista/Assessora de Imprensa